quinta-feira, 16 de maio de 2013









Infelizmente a recuperação se tornou um grande comércio.


De cada 10 pessoas que se submetem a um tratamento para dependência química, sete voltarão a usar as drogas.


- O mais importante não deveria ser captar pacientes simplesmente para fecharmos mais contratos.
- Devemos ser honestos com as famílias que não estão prontas e não aceitarmos que queiram comprar aquilo que não poderemos entregar.
Alguns motivos para você não mandar seu familiar para uma internação.



MOTIVO Nº 1 - A família que já estava ansiosa por uma oportunidade de ajudar, quando seu familiar esboça aceitar um tratamento, corre para encontrar uma clínica e entra na internet.

MOTIVO Nº 2 - Despachar seu familiar para um tratamento sem orientação de um especialista é uma mistura de querer se livrar do problema com a vontade de sentir que agora esta conseguindo fazer alguma coisa.

MOTIVO Nº 3 – Do outro lado da linha sempre vai atender uma pessoa muito atenciosa que concorda com tudo e oferece socorro imediato. Mesmo quando as clínicas percebem que não se trata de um caso para internação elas sugerem e aceitam receber o paciente. As clínicas veem cada família que as procura como mais um cliente e a possibilidade de fechar mais um contrato. 

MOTIVO Nº 4 - As clínicas se tornaram empresas comerciais explorando famílias desesperadas, oferecendo soluções mirabolantes através de seus sites com fotos da piscina e com facilidades de pagamentos em prestações parceladas no cartão de crédito. Muitas famílias estão vendendo o carro ou penhorando a casa acreditando na promessa de recuperação para seus filhos.

MOTIVO Nº 5 – O resultado disto é que a grande maioria dos pacientes não aceitos ficar mais que um ou dois meses internado. Apesar das clínicas saberem que eles não ficam, continua divulgando seus tratamentos em 6, 7 ou 10 pagamentos. A família aceita deixar os cheques ou assinar um contrato. Quando o familiar desiste do tratamento eles devolvem somente parte do dinheiro e a mensalidade que é divulgada inicialmente por R$ 700 / mês, acaba saindo por R$ 1200 / mês.

MOTIVO Nº 6 – E este sistema de iludir famílias funciona muito bem porque em 20 ou 30 dias o familiar engorda e sua aparência e comportamentos melhoram. A família começa a ser seduzida pelo que vê e normalmente cede a insistência do familiar em voltar para casa na primeira ou na segunda visita.

MOTIVO Nº 7 – O familiar não termina o tratamento, a clínica recebe o seu dinheiro e o paciente volta a usar as drogas. A clínica sempre vai dizer que ele caiu porque não cumpriu o tratamento e se a família decide voltar, vai pagar de novo. 

MOTIVO Nº 8 – É cada vez maior a quantidade de sites de captação de clientes na internet. São empresas que vendem tratamento de várias clínicas e ganham comissão. A família liga para estes lugares pensando que estão falando com uma clínica e não estão.

MOTIVO Nº 9 – As clínicas que fazem anúncios pagos na internet gastam milhares de reais por mês e sendo assim precisam fechar contratos para pagar seus anúncios. Procure instituições que não anunciam na internet. 



Formas de tratamento contra as drogas

Para um tratamento contra a dependência química, dentro de uma clínica ou comunidade terapêutica, devem ofertar uma programação técnica e profissional, a fim dar suporte e ferramentas para que o dependente venha a ficar abstêmio, ou seja, sem o uso das drogas. Mas infelizmente muitas clínicas hoje, não estão preparadas para oferecer um tratamento eficaz e de profissionalismo. 


 Os principais tipos de tratamento disponíveis para dependência química são: médico; psicológico; grupos de auto-ajuda (como "Alcoólicos Anônimos" e "Narcóticos Anônimos"); e comunidades terapêuticas. Alguns pacientes se beneficiam mais de um determinado modelo de tratamento do que outros. Não existe uma forma de tratamento que seja universalmente a melhor. Um mesmo indivíduo pode tentar diferentes caminhos até encontrar o mais eficaz para si. De qualquer forma, a capacitação técnica dos profissionais envolvidos é essencial para obterem-se resultados positivos. Os tratamentos que têm se mostrado mais eficazes, na maior parte dos casos, são aqueles que utilizam abordagens multiprofissionais. 
Veja agora como é cada um deles: 



Grupo de ajuda

Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos (NA) são grupos de ajuda mútua formados por voluntários. Homens e mulheres dependentes de drogas se reúnem para discutirem seus problemas, dificuldades e sucessos. Os AA e outros movimentos (NA inclusive) tratam o alcoolismo e outras dependências baseando-se no princípio dos 12 passos. Um dos princípios mais valorizados por estes grupos é o anonimato. O serviço é gratuito. 

Medico

Geralmente o médico procurado pelas pessoas que sofrem de problemas com álcool e outras drogas é um psiquiatra. Você pode perguntar: Psiquiatra? Um dependente então é louco? A resposta é muito simples. Muitas vezes o dependente de drogas sofre também de doenças psiquiátricas como: depressão, transtorno de ansiedade (fobia e pânico, por exemplo), hiperatividade... O psiquiatra é então o médico mais indicado para tratar dessas doenças. Inclusive, o tratamento destas ajuda muito na recuperação do dependente. A atuação dele também é focada nas questões gerais de saúde. Solicita exames, prescreve medicações, trata dos sintomas (exemplo), encaminha para outras especialidades, acompanha o desenvolvimento, etc. 

Psicólogo

O psicólogo trabalha mais as questões relacionadas ao comportamento, às emoções, à motivação, aos relacionamentos sociais (trabalho, casamento, família, amigos) e em como cada um desses aspectos relaciona-se com o uso de substâncias. Ele tem um papel fundamental no sentido de auxiliar a pessoa a encontrar alternativas para lidar com a vida sem drogas. Cabe também a esta especialidade a terapia familiar, geralmente conduzida por outro profissional da equipe que não aquele que atua diretamente com o paciente. 

Orientação e apoio familiar

Este tipo de intervenção muitas vezes é indispensável. Ela ajuda os familiares a reavaliarem sua postura frente à pessoa dependente química. Além disso, é uma forma dos familiares receberem apoio e amparo. 

Internação em pronto socorro

Está é recomendada nos momentos de intoxicação, agressividade e na síndrome de abstinência. Essa internação é em geral de no máximo 24 horas, podendo ser prolongada caso seja avaliada a necessidade de internação para tratamento dos sintomas da síndrome de abstinência, da dependência ou de outras doenças relacionadas. 


Internação hospitalar

Muitas pessoas (pacientes, familiares e mesmo profissionais de saúde) acreditam que a internação é o melhor ou o único tratamento, e que o paciente estará curado ao receber alta. Isso não é verdade. A internação é apenas uma parte do tratamento que pode até não ser necessária. Basicamente, os resultados de uma internação são a melhoria das condições gerais de saúde do paciente (alimentação, sono, etc.), a desintoxicação com supervisão médica, e a aplicação de medicamentos para alívio dos sintomas da síndrome de abstinência. Desintoxicar significa eliminar a droga do organismo e não remover a dependência. A internação é uma opção bastante adequada nas seguintes circunstâncias: a) quando existe o risco da suspensão do uso da substância gerar uma síndrome de abstinência grave; b) quando a pessoa deseja ser internada; c) quando o uso de substâncias está associado a sintomas psiquiátricos, tais como psicoses, agitações intensas, comportamentos agressivos ou risco de suicídio. 

Tratamento ambulatorial

Neste a pessoa fica em casa, medicado para alívio e controle dos sintomas de abstinência (quando necessário), mantém suas atividades, e faz visitas frequentes a um ambulatório especializado para acompanhamento terapêutico, no qual ela tem consultas com o médico e com o psicólogo. A grande vantagem deste tipo de acompanhamento é que a pessoa continua em seu ambiente social, sem interromper suas atividades (sendo necessário um período de readaptação) e têm chances de experimentar e enfrentar as situações de risco e as "fissuras" no seu cotidiano. 

Internação em comunidade terapêutica

Geralmente é um lugar (uma fazenda ou um sitio) onde a pessoa fica internada por vários meses (de três a nove). A recuperação baseia-se no trabalho, na religião e em grupos de auto-ajuda. O problema deste tipo de intervenção é similar ao da internação, à pessoa fica isolada de sua vida cotidiana e tem grandes chances de recair ao sair e enfrentar a realidade de sua vida. 


terça-feira, 14 de maio de 2013

Aprendendo a lidar com conflito: Diário de técnicas para o tratamento Capitulo tr...

Aprendendo a lidar com conflito: Diário de técnicas para o tratamento

Capitulo tr...
: Diário de técnicas para o tratamento Capitulo três, (livro dos Narcóticos Anônimos). Porque  estou  aqui?  Uma  pergunta  hoj...


Diário de técnicas para o tratamento


Capitulo três, (livro dos Narcóticos Anônimos).


Porque  estou  aqui?  Uma  pergunta  hoje  fácil  de  responder,  por  conta  de  uma  série de acontecimentos em  minha  trajetória  que  me levou  a uma  inabilidade  comportamental que trouxe serias  consequências e perdas, e fizeram me aceitar meu estado de derrota. O fato de perder o controle de minha vida para as drogas e a progressão da doença, me trouxe a entender que o problema é de minha responsabilidade e de ficar abstendo.
Hoje, acredito e entendo que a causa de minha compulsão pelas drogas, nascem de meus comportamentos que por varia motivos não sei administra-los e por consequência transfiro estes sentimentos para as drogas. No entanto, admitir e se render é o primeiro passo para uma longa estrada que se chama Recuperação, agregar valores aos que não perdi, ainda é fundamental para um bom conhecimento de mim mesmo, parar de se projetar, manipular, mentir pra mim mesmo,´ e só  o começo. Devo sempre ser honesto e praticar a rendição, preciso  saber a natureza exata de minhas falhas e somar com ferramentas positivas para que eu venha andar no caminho certo, que é a minha recuperação.




Esta técnica pode ser colocada em pratica com a ajuda do  Tratamento cognitivo comportamental (TCC).




sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dependência Química aumenta com Doenças psíquicas


Metade dos dependentes químicos têm doenças psíquicas associadas

Metade dos pacientes com dependência química tem doenças psíquicas associadas, aponta estudo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Foram analisados os perfis de 1,3 mil pacientes tratados nos últimos três anos na Unidade Estadual de Álcool e Drogas do Hospital Lacan, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Entre as mulheres, o percentual é ainda maior, 56% apresentaram doenças como depressão, bipolaridade e transtorno obsessivo-compulsivo. Entre os homens o índice foi 50,1%.

De acordo com Sérgio Tamai, coordenador da área de saúde mental da secretaria, a pesquisa confirma estudos internacionais sobre o mesmo tema e aponta para a necessidade de desenvolver uma assistência especializada para esses pacientes. “Não é um perfil de população desprezível. É necessário um ambiente mais protegido e profissionais que tenham especialização em droga dependência, mas também têm que estar familiarizados com o atendimento de pacientes com esses outros transtornos psiquiátricos”, disse.

O coordenador destacou a necessidade de um ambiente adequado, tendo em vista que pacientes depressivos com associação ao uso de drogas, por exemplo, são mais propensos ao suicídio. “Um indivíduo, internado em um hospital geral, pode tentar se matar saltando pela janela, e não faz parte da rotina desses hospitais ter esse tipo de preocupação. É preciso ter pessoal especializado”, declarou.

Tamai destacou ainda a importância de cuidados específicos com pacientes esquizofrênicos. “Os estudos mostram que metade desses pacientes tem uma droga dependência associada. Nesse caso, a droga em si modifica o padrão da doença. O indivíduo esquizofrênico que não é violento pode se tornar [violento] a partir do uso de cocaína, por exemplo. É um dado que precisa ser levado em consideração também”, explicou.

As especificidades no tratamento de dependentes químicos com associação a doenças psíquicas ocorrem também no tempo de internação dos pacientes, informou o coordenador. “Essa população tem um tratamento um pouco mais complicado. Mais do que triplica o tempo necessário de internação”. Segundo Tamai, o indivíduo que tem droga dependência isoladamente demora de uma semana a dez dias internado. Os pacientes com doença psíquica associada ficam internados de cinco a seis semanas.

A relação entre a dependência química e as doenças psíquicas ocorre quando a pessoa consome entorpecentes ou álcool em excesso e desenvolve, posteriormente, transtornos mentais. “O indivíduo que tem um transtorno mental está mais vulnerável a uma droga dependência”, declarou. Ele usou, como exemplo, o caso de um indivíduo com transtorno de ansiedade que consome bebida alcoólica para relaxar. O uso, no entanto, piora o quadro de ansiedade e cria um círculo vicioso, fazendo com que seja ingerida uma quantidade cada vez maior. “É a gênese do quadro de dependência”, destacou.

Segundo ele, o contrário também ocorre, quando o uso de entorpecentes leva à doenças psíquicas. O coordenador cita estudos internacionais que relacionam o uso de maconha à esquizofrenia, por exemplo. “Usuários que utilizam pelo menos uma vez por semana, dobram a chance de ter a doença nos cinco anos subsequentes”, disse. Ele destacou que esse risco é ainda maior se a pessoa tem histórico familiar de esquizofrenia.

Ação para enganar a sociedade



Ação não resolve dependência química

É PROMOTOR DE JUSTIÇA DOS DIREITOS HUMANOS, SAÚDE PÚBLICA -

Análise: Arthur Pinto Filho
Essa ação não tinha a menor possibilidade de dar certo. Em primeiro lugar, porque não há na história da humanidade uma ação policial violenta que resolveu a questão da dependência de drogas. Quando percebemos que a ação era desfechada basicamente pela Polícia Militar, com violência e truculência, como os jornais e a televisão deram, ficou claro que não havia a menor possibilidade. Se não bastasse isso, havia questões estruturais sérias que impediam o eventual sucesso. O governo estadual e a Prefeitura não tinham locais para onde essas pessoas pudessem ser encaminhadas. O Estado tem em torno de 300 vagas para todas as patologias e toda a cidade de São Paulo. Só na cracolândia, estimava-se em torno de 500 dependentes.
Após um ano, o que a gente nota é que a cracolândia continua, e piorada. Ela se atomizou por várias regiões do centro e agentes de saúde e de assistência social têm dificuldade de localizar as pessoas, porque viraram grupos nômades.

Hoje no Globo Reporte a Realidade nas Ruas


Sexta, dia 10 de maio

Realidade nas Ruas


Estas são as mães do crak, mulheres lançadas no vício
 que para consumirem as drogas se prostituem, e acabam
 trazendo     filhos  para   esse   mundo   sem   nenhuma expectativa. Além de que os seus filhos já podem nascer
com o fator genético da pré- disposição para o consumo
compulsivo das drogas.


 Além de que correm um grande risco de contrair
 doenças como; HIV entre outras.
 Não só uma questão das autoridades devido entorpecentes estarem circulando livremente pelas
ruas de SP, esta gerando também uma retalhação
por conta da sociedade, descriminação e repudio
e uma série de pré-conceitos. Mas nem todos veem
o uso das drogas com uma doença.
 Crianças e adolecentes  sem escolha por conta                  talvez dos princípios que lhe faltaram, se envolvem         cada  vez  mais no  tráfico e consumo  das  drogas.
     Enfim,  Esta doença    esta  degenerando  toda                             uma  fatia   da  sociedade,  e  precisa ser assistida                  de  forma  mais   nítida  e   idônea    para    poder                  entender  e   adquirir   experiencia  para  lidar com               esta doença (OMS),

Trágica realidade no Brasil ( Cracolândia ) - SP

Esta realidade ocorre todos os dia e precisa ser feito
algo, mas não só para tranquilizar a sociedade, mas
sim com prioridade nas vidas que estão se perdendo
acada dia. Precisam de tratamento especializado em
Dependência  química.,  mas a credito que  tudo  no
Brasil  gerá   interesses,  estas vidas acabam  sendo
vítimas de Clínicas que só visam lucros com a  dor e
sofrimento dos doentes e familiares.                                          

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A internação pode não ser a melhor maneira de tratamento


Thiago Fidalgo, coordenador do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp , diz que o governo não deveria privilegiar a internação como solução para o problema das drogas, e sim investir em prevenção e tratamento ambulatorial, pois a internação é necessária em apenas alguns casos. Segundo ele, muitas comunidades terapêuticas não trabalham de forma adequada atualmente e precisariam se adequar.



Auxilio para tratar a Dependência Química


O Cartão Recomeço terá uma função bastante específica e está longe de ser um ‘bolsa crack’”, diz Ronaldo Laranjeira, que faz parte do grupo de psiquiatras que participou da idealização do programa. Iniciativas semelhantes à que será implantanda em São Paulo ganharam, em outros Estados, o apelido de “bolsa crack”, em alusão ao “bolsa-família” – benefício em dinheiro concedido a famílias brasileiras de baixa-renda.
“O dinheiro do auxílio mensal só poderá ser usado, exclusivamente, para o pagamento de serviços prestados por clínicas de reabilitação conveniadas para recuperação dos pacientes. Não é para comprar roupa, alimentos, etc.”, afirma Laranjeira. Existem vários tipos e graus de dependência. Ele diz que nem sempre a internação é adequada para determinado paciente, nem é o tratamento final.” É necessário todo um processo de recuperação, até mesmo pelo fato de as recaídas serem comuns”, afirma. “Esse dinheiro vai tornar possível que as famílias dos viciados proporcionem, sob supervisão médica, o tratamento necessário para seu parente.”