Área técnica





Terapia Cognitiva Comportamental  ( TCC )



A Terapia Cognitiva Comportamental é uma linha de psicoterapia breve, proposta e desenvolvida pelo psicólogo Aaron Bico. Envolve um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudança de padrões de pensamento. Seu modelo cientificamente fundamentado apresenta eficácia comprovada através de estudos empíricos. O tempo curto e limitado lhe confere a posição de abordagem de escolha em vários países. O processo pode levar de três a seis meses onde se trabalha a criação de estratégias para lidar com o sofrimento. A primeira coisa que o terapeuta faz é encorajar seus pacientes a entenderem seus problemas para em seguida identificar novas formas de enfrentá-los.
A Terapia Cognitivo-Comportamental reinterpreta os elementos que geram emoção negativa. Tem como princípio básico à proposição de que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de um indivíduo, mas sim suas cognições ou interpretações a respeito dessa situação, as quais refletem formas idiossincráticas de processar informação. Com base nesse princípio e na hipótese de primazia das cognições proposta por Beck a Terapia Cognitiva busca a reestruturação cognitiva a partir de uma conceituação cognitiva do paciente e de seus problemas.
Reestruturação cognitiva refere-se à reformulação do sistema de esquemas e crenças do paciente através da intervenção clínica que, entre outras técnicas, utiliza-se do questionamento socrático a fim de desafiar esquemas e crenças disfuncionais, os quais, ao longo do desenvolvimento do paciente, tornaram-se rígidos e supergeneralizados




Cinco pontos determinantes na psicoterapia:





Ambiente/Situação onde ocorre o problema .......... Ex: No trabalho; Morte do pai; Promoção.
Pensamento/Sentimento ..................................... Ex: Não sirvo para nada; Sou um fracasso, etc.
Estado de humor/emoção ....................................Ex: Tristeza; Irritabilidade; Culpa; Pânico. etc.
Reação física ..................................................... Ex: Suor; Fadiga; Insônia; Coração dispara, etc.
Comportamento ................................................. Ex: Evita os amigos; Desce do ônibus etc.




Seus sentimentos são consequência de seus pensamentos






Sempre que você experimenta um estado de humor existe um pensamento relacionado a ele que ajuda a definir este humor. É importante que você identifique o que está pensando, porque isso nos leva às suas crenças. Diferentes crenças levam a estados de humor diferentes. Ex. Perder um emprego, para uns pode ser significado de fracasso e para outros, oportunidade de arrumar um emprego melhor.
Pensamento positivo é a solução?
Não. Se tentarmos ter apenas pensamentos positivos podemos não perceber sinais importantes. A terapia cognitiva comportamental propõe olhar a situação problema de muitos pontos de vista diferentes, positivos, negativos e neutros para levar a pessoa a novas conclusões e soluções. A solução é elaborar pensamentos alternativos, ou seja, flexibilizar o pensamento. Um pensamento alternativo surge de uma visão aumentada de si mesmo ou da situação na qual você se encontra. Ele é freqüentemente mais positivo que o pensamento automático, mas não é a mera substituição por um pensamento positivo, pois o mero pensamento positivo tende a ignorar as informações negativas.   Com informações adicionais ou um ponto de vista ampliado a sua percepção mudará e em conseqüência você terá novos sentimentos e comportamentos.





Terapia Cognitiva Comportamental e algumas de suas técnicas:





Biblioterapia.

Registro de pensamentos disfuncionais e reestruturação cognitiva.
Construção de hierarquias conforme intensidade da ansiedade ou depressão por exemplo, com notas de 0 a 10.
Dessensibilização sistemática . O paciente, aos poucos, enfrenta as situações que produzem medo.
Exposição aos estímulos externos.
Exposição assistida .
Exposição ao vivo.



. Métodos para reduzir a ansiedade .
Reestruturação cognitiva.
Superação da evitação. Quando evitamos uma situação difícil, inicialmente experimentamos uma diminuição da ansiedade. Ironicamente, quanto mais evitamos mais ansiosos nos tornamos.
A bordar gradualmente o estimulo temido.
Experimentos. Se você acredita nos novos pensamentos “em teoria” mas não os sente como algo que se encaixe à sua experiência de vida, o melhor modo de aumentar a credibilidade de seus pensamentos alternativos é experimentá-los em seu dia a dia.
Revisão dos pensamentos negativos através das informações de vida.











Reações no cérebro causadas pela incitação das drogas




A palavra "vício" costuma ser aplicada só para os casos de dependência de drogas, mas o que se caracteriza por esse desejo obsessivo, tolerância e síndrome de abstinência também se aplica para comportamentos compulsivos. Em todos os casos é ativado o sistema de recompensa do cérebro e, em geral a quantidade de dopamina (neurotransmissor ligado ao prazer) aumenta no núcleo acumbente (NAc), que é o centro do sistema. Como resultado a dopamina circulante pode chegar a ser dez vezes maior que a produzida por prazeres cotidianos, levando a um verdadeiro êxtase.
Diante de tamanha ativação, o sistema de recompensa reage e diminui a sua sensibilidade. A partir daí, para conseguir o mesmo prazer inicial, o usuário tem de consumir cada vez mais. Veja abaixo como cada droga interfere no circuito de prazer do cérebro:




                                                   





Opiáceos e Opióides
 - Ópio, morfina e heroína ativam diretamente os receptores das endorfinas (opióides do próprio corpo) no núcleo acumbente. A função delas normalmente é regular o teor final de dopamina no NAc. Com a ação das drogas, a produção de dopamina cresce, o que leva a sensações de euforia e bem-estar.

Ecstasy - É uma anfetamina modificada, mas não age como uma (liberando dopamina direto no NAc), e sim como a cocaína, impedindo a reabsorção da dopamina. Essa ação é tão duradoura que o prazer pode se prolongar por horas. A droga age também em vários outros lugares do sistema límbico, inclusive o hipotálamo, que regula funções vitais. É esse comportamento que pode desencadear problemas com hipertermia e desidratação que podem levar à morte.

Cocaína e Crack - Impede a reabsorção da dopamina liberada no núcleo acumbente em uma situação de prazer. A droga bloqueia o processo de reciclagem da dopamina pelos neurônios aumentando sua duração e seus efeitos nas sinapses, o que leva à sensação de euforia característica da droga. O uso continuado danifica os neurônios e pode levar à redução dos efeitos da dopamina, provocando depressão e agressividade.

Álcool - Seu efeito vem de mais longe: ele age na origem das fibras dopaminérgicas que chegam ao NAc, numa área no meio do cérebro chamada área tegmental ventral (começo do circuito de prazer). O álcool ativa diretamente os neurônios do VTA, que passam a liberar mais dopamina sobre o NAc. O resultado, mais uma vez, é o aumento da concentração de dopamina no NAc. O uso prolongado prejudica a estrutura dos neurônios e afeta a comunicação entre eles. 





Estes são os doze passos dos Alcoólicos anônimos (AA) , uma das ferramentas mais utilizadas no tratamento contra  a Dependência Química.



1º. Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção, que 
nossas vidas tinham se tornado incontroláveis.
2º. Viemos a acreditar que um Poder maior do que nós poderia devolver-nos à sanidade.
3º. Decidimos entregar nossa vontade e nossas vidas aos cuidados de Deus, da maneira como nós o compreendíamos.
4º. Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos.
5º. Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas.
6º. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7º. Humildemente pedimos a Ele que removesse nossos defeitos.
8º. Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado, e dispusemo-nos a fazer reparações a todas elas.
9º. Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando faze-lo pudesse prejudica-las ou a outras.
10º. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11º. Procuramos, através de prece e meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós O compreendíamos, rogando apenas o conhecimento da Sua vontade em relação a nós, e o poder de realizar essa vontade.
12º. Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outros adictos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

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